Áreas de atuação · Estruturação de Recebíveis
Quando a sua empresa parcela para o cliente, antecipa para o fornecedor ou espera trinta, sessenta, noventa dias para receber, ela está concedendo crédito. Assume risco de inadimplência, imobiliza capital de giro e financia terceiros. Sem cobrar por nada disso. O spread que deveria ser seu fica com o banco, com a factoring, com a adquirente.
Estruturação de recebíveis é devolver esse spread para dentro da operação.
Solicitar diagnóstico da carteiraO problema que não aparece no balanço
O recebível costuma ser tratado como consequência da venda. Ele é um ativo financeiro — e, na maior parte das empresas operacionais, é o maior ativo que existe depois do imobilizado. Tratado como consequência, produz três perdas silenciosas.
Dinheiro que já é seu, parado em carteira, enquanto a empresa toma capital de giro no mercado pagando juro.
A antecipação que o seu cliente ou o seu fornecedor contrata lá fora é paga com margem da sua cadeia. O ganho sai do ecossistema que você construiu.
A estrutura da cessão, a forma do contrato e o veículo escolhido mudam a base de IRPJ, CSLL e das contribuições. Decisão sem essa leitura custa caro todo trimestre.
Nenhuma das três aparece como prejuízo. Aparecem como normalidade.
A virada
Montadoras financiam a própria rede de concessionárias. Redes de varejo criam o próprio veículo para o crédito ao consumidor. Plataformas digitais antecipam aos criadores que vendem nelas. Grupos industriais antecipam ao fornecedor e capturam o desconto que antes ia para o banco.
A mesma arquitetura jurídica que sustenta essas operações está disponível para a empresa operacional de médio porte. O que separa quem usa de quem não usa não é tamanho — é estrutura.
E há um ponto desconfortável nessa comparação. A mesma moldura serve a custos de antecipação muito diferentes, conforme quem a desenhou e a favor de quem. Quando a estrutura é da montadora, o financiamento da rede sai a custo de capital. Quando é da plataforma, quem vende nela paga a antecipação em percentual mensal — e a taxa está publicada, abertamente, nos termos de uso.
A diferença não está na lei. Está em quem montou a estrutura.
O que estruturamos
Desenho do veículo, regulamento, política de crédito e de cobrança, critérios de elegibilidade e concentração, relação com administrador, gestor e custodiante, e arquitetura de cotas. Inclui o enquadramento na Resolução CVM 175 e o tratamento da Lei 14.754/2023 — o teste de entidade de investimento define o regime tributário do cotista e precisa ser decidido antes, não depois.
Para quem vai conceder crédito de forma recorrente dentro do próprio ecossistema. Viabilidade, estrutura societária, caminho regulatório junto ao Banco Central e desenho dos contratos de originação.
Cessão onerosa, securitizadoras, CRI e CRA quando o lastro comporta. Formalização que sustenta auditoria de lastro — ponto que reguladores vêm apertando, e onde nota fiscal sozinha já não é prova suficiente da existência do crédito.
A estrutura que permite antecipar ao seu cliente e ao seu fornecedor com o ganho permanecendo no grupo, em vez de sair para o mercado. É o desenho de maior retorno e o de maior exigência técnica: mistura societário, contratual, regulatório e tributário no mesmo ato.
A camada tributária
A escolha entre cessão e mútuo, entre veículo próprio e veículo de terceiro, entre desconto na origem e taxa na ponta, altera base de cálculo, momento de reconhecimento da receita e aproveitamento de despesa financeira.
A reforma tributária reorganiza esse tabuleiro. Com CBS e IBS, o aumento nominal na nota não equivale a aumento de custo para o tomador que credita — em boa parte dos arranjos entre pessoas jurídicas o custo efetivo cai. Quem reprecificar contrato olhando só a alíquota vai errar a conta nos dois sentidos.
Essa leitura exige entender o balanço, não apenas o contrato. É por isso que ela entra como etapa própria do trabalho, e não como observação final.
Por que a PSE
Recuperamos crédito para fundos, securitizadoras, FIDCs, factorings e empresas de fomento. Isso significa que conhecemos, pelo litígio, exatamente onde as estruturas falham: lastro mal formalizado, garantia sem eficácia, cessão que não resiste à contestação, concentração que estoura no momento errado.
Quem só estrutura nunca viu a operação quebrar. Quem só cobra nunca montou uma.
A isso soma-se uma formação pouco comum na advocacia: o sócio responsável pela área é bacharel em Ciências Contábeis antes de ser advogado. A análise começa pelo balanço e pelo fluxo de caixa da empresa, não pela minuta.
Para quem é — e para quem não é
Estruturação de recebíveis é engenharia de médio prazo. Não substitui capital de giro emergencial — e montar uma estrutura sob pressão de caixa é a melhor forma de montá-la errado. Preferimos dizer isso antes.
Como começa
Leitura do balanço, do fluxo de recebíveis, dos contratos de venda e das operações financeiras já contratadas. Saída: mapa do que está sendo pago hoje a terceiros e do que é recuperável internamente.
Escolha do veículo, da moldura regulatória e do tratamento tributário, com as alternativas comparadas lado a lado e o custo de cada uma explicitado.
Constituição, documentação, contratos, relação com os prestadores regulados e acompanhamento até a operação rodar.
Revisão periódica de lastro, de concentração e de enquadramento. A estrutura envelhece, e a regulação muda.
Perguntas frequentes
Talvez — e o diagnóstico serve justamente para dizer isso. FIDC não é a única resposta. Cessão estruturada e antecipação intragrupo atendem carteiras muito menores, com custo de montagem e de manutenção incomparavelmente menor.
Conceder crédito de forma profissional e habitual tem moldura regulatória própria — e é exatamente por isso que a estrutura precisa ser desenhada por quem conhece a moldura. Há caminhos regulados e caminhos que dispensam autorização, dependendo de como a operação é construída.
Depende do veículo. Uma estrutura de cessão intragrupo é questão de semanas. Um FIDC envolve prestadores regulados e registro, e o cronograma é de meses. O diagnóstico já indica a ordem de grandeza.
Sim. É a origem do escritório, e é o que nos faz estruturar de um jeito diferente desde o primeiro desenho.
Para que a conversa comece com o contexto certo, informe empresa, regime tributário, faixa de faturamento e como a empresa vende. Retornamos em até dois dias úteis.
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